Encontro de Bennett e Putin

Naftali Bennett, premiê israelense (esquerda) e Vladimir Putin, presidente da Rússia.Naftali Bennett, premiê israelense (esquerda) e Vladimir Putin, presidente da Rússia.

Na Rússia, o premiê israelense Naftali Bennett enfatizou a necessidade de manter viva a memória da luta dos russos contra a Alemanha nazista. Para este, o presidente russo, Putin, concedeu a manutenção do arranjo militar na Síria sem intervenção própria, segundo informou o ministro israelense da construção, Se’ev Elkin, que em fins de janeiro acompanhou como intérprete e conselheiro o premiê Bennett a um encontro na Rússia com o presidente Vladimir Putin. Esse arranjo já estava em vigor durante o mandato do antecessor de Bennett, Benjamin Netanyahu. Israel tenta, por meio de ataques aéreos, impedir que o Irã ou o Hezbollah se estabeleçam militarmente na Síria, ainda que raramente os militares confirmem algum ataque individual. Numa entrevista conjunta à imprensa em Sóchi, Putin deu a entender que seria de interesse da Rússia restabelecer a condição de Estado da Síria. Nesse sentido, ainda haveria muitos problemas, mas também possibilidades de cooperação, “especialmente com vista ao combate do terrorismo”.

Em razão das ligações existentes entre ambos os países – Israel abriga a maior comunidade russa fora da Rússia – Bennett acrescentou que hoje está em construção em Israel um museu em memória dos soldados judeus na Segunda Guerra Mundial. Teria havido 500 000 judeus servindo no Exército Vermelho, dos quais cerca de 200 000 morreram. O museu levará o nome do ex-presidente Chaim Herzog, pai do atual presidente Isaac Herzog.

sumário Revista Chamada Janeiro 2022

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