Haifa, fevereiro de 2021

Estamos acostumados com o fato de que o ano inicia no dia 1º de janeiro. No entanto, nem sempre foi assim. O nosso calendário é o calendário romano e os nomes dos meses de setembro a dezembro não significam nada além dos números sete a dez em latim. Isso significa que janeiro e fevereiro eram o décimo primeiro e o décimo segundo meses. Assim, originariamente, o ano do calendário romano iniciava no dia 1º de março. Os romanos mudaram o início do ano por ocasião da passagem do ano 154 para o ano de 153 a.C. Isso aconteceu por motivos políticos. O novo cônsul era ocasionalmente empossado na passagem de ano. Naquela época, os povos espanhóis se rebelaram contra Roma e não era possível esperar até o mês de março. Por isso, foi simplesmente antecipado o início do ano para o dia 1º de janeiro, para que o novo cônsul pudesse comandar as legiões que enfrentariam os rebeldes. Desde então, o início do ano no mês de janeiro foi mantido.

Na sequência das estações do ano, de fato seria mais lógico que o ano iniciasse no mês de março, pois, após o inverno (no hemisfério norte) a natureza acorda para uma nova vida com a chegada da primavera. É o que também acontece no calendário bíblico.

Em Êxodo 12, Deus fala para Moisés e Arão que o mês no qual eles saíram do Egito deveria ser o primeiro mês do ano para eles. Com isso, a Páscoa acontece normalmente na primavera. Como, no entanto, aconteceu que o Rosh Hashanah, isto é, a Festa de Ano Novo, é comemorada atualmente em setembro? Isso foi uma evolução posterior, da época da destruição do templo. Naquela época, a Festa das Trombetas (hebraico: Yom Teruah), que é mencionada em Levítico 23.24-25, praticamente perdeu seu significado. Ela então foi transformada na Festa de Ano Novo. Na verdade, com esse mês do outono também se inicia um ciclo bíblico importante, isto é, a contagem dos anos sabáticos e de júbilo. (Por isso tal alteração no judaísmo também possui uma certa justificação.)

É interessante que a posse de um novo presidente norte-americano também aconteça em janeiro. Em seu regime de governo, os EUA assumiram muita coisa do sistema romano. Agora o mundo olha para os EUA na expectativa quanto aos efeitos resultantes da troca de poder em Washington. Aliás, isso é muito importante para Israel, que mantém relações muito estreitas com os EUA.

Nesse contexto, também surge a pergunta sobre o futuro político de Israel. Com o desmoronamento da mais recente coalização no governo, no próximo mês realizaremos a quarta eleição recente. O que resultará de tudo isso? Isso conduzirá a um governo estável e com capacidade de agir? Como continuará a situação no Oriente Médio? E a crise do coronavírus? Esse caos finalmente terá um fim?

Há muitas questões em aberto diante de nós. Com todas essas situações que temos, no entanto, é bom que não depositemos nossa esperança sobre pessoas, mas em Deus, o Senhor, pois ele tem tudo em suas mãos.

Em todas as circunstâncias, a Palavra de Deus sempre serve de âncora e apoio seguro no qual podemos nos firmar e orientar. Assim, queremos agradecer aos nossos leitores pela união e todo apoio para a obra que podemos realizar para o Senhor, o qual disse: “‘Eu sou o Alfa e o Ômega’, diz o Senhor Deus, ‘o que é, o que era e o que há de vir, o Todo-poderoso’”.

Essas palavras de Apocalipse 1.8 foram dirigidas pelo Senhor Jesus Cristo, glorificado nos céus entre outros, para a igreja remanescente na terra, a fim de fortalecê-la na fé. Que hoje essas palavras também sirvam para nós como grande incentivo e companhia.

Com cordiais saudações e Shalom de Israel, vosso Fredi Winkler.

Fredi Winkler é guia turístico em Israel e dirige, junto com a esposa, o Hotel Beth-Shalom, em Haifa, que é vinculado à missão da Chamada.

sumário Revista Chamada Fevereiro 2021

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